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Fabricante de jatos executivos reduz emissão de CO2 de hangar na Suiça

Escrito por Fernanda Dalla Costa — Publicado em 18/08/2009 15:38

Ao focar no uso de madeira de reflorestamento para construção e aquecimento de edifícios, a fabricante suíça de jatos executivos, Pilatus Aircraft, está conseguindo compensar as emissões de CO2 de suas atividades e de seus produtos, disse o presidente e CEO da empresa, Thomas Bosshard, à Revista Sustentabilidade.

De acordo com o relatório de 2008 da empresa, cerca de 2450 toneladas de CO2 foram compensadas, somente na construção de seu novo hangar, usando madeira de reflorestamento ao invés de concreto e aço.

A empresa investiu 25.000.000 francos suíços (R$43 milhões) no projeto.

Outra forma encontrada pela empresa para diminuir a sua emissão de CO2 foi a troca do óleo, usado no aquecimento da fábrica, pela queima da madeira, o que diminuiu a emissão em cerca de 1500 toneladas de CO2 por ano.

Leia a seguir, trechos da entrevista do presidente e CEO da empresa, Thomas Bosshard, presente na Labace 2009, Feira Latino-Americana de Aviação Comercial, que aconteceu em agosto, em São Paulo:

Revista Sustentabilidade: Como a empresa encara as intervenções que a atividade provoca no meio ambiente?

Thomas Bosshard: A nossa engenharia trabalha muito a questão do meio ambiente, inclusive esta é uma característica do Pilatus, por ser um monomotor, a emissão de gás carbônico e outros poluentes é menor que nos bimotores.

O nosso avião é maior que do concorrente, que é o King B200, e o seu motor é maior, mas as emissões são de 20 a 30% menores, porque tem um único motor.

Nós temos a certificação ISO 14000, o que significa que temos muitas questões ambientais com as quais devemos nos preocupar. Por exemplo, usamos o alumínio e os outros materiais que sobram da fabricação de uma aeronave, para fazer outros componentes do mesmo avião.

R.S.: Como funciona o sistema Carbon Free desenvolvido pela Pilatus?

Bosshard: Temos uma área na Floresta de Nidwalden Obwalden, na Suíça, onde realizamos os plantios. Parte dessas árvores é usada para aquecer a fabrica.

R.S.: Vocês têm alguma tecnologia nova, aplicada na aeronave, que busca a redução das emissões de CO2 e de outros poluentes no ar?

Bosshard: Na verdade, são duas coisas separadas. Uma é a fabricante do motor, a Pratt & Whitney; e a outra é a fabricante da célula, que é a Pilatus.

A Pratt & Whitney está sempre trabalhando para reduzir o consumo e tornar o motor mais eficiente. Para nós é importante desenvolver projetos que tornem os aviões cada vez mais leves e aerodinâmicos, para reduzir o atrito com o ar, o que reflete diretamente na redução da potência na decolagem e na diminuição do consumo, e conseqüentemente, das emissões de gases e poluentes.